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Novas imagens mostram início de briga que matou estudante em Taubaté

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Novas imagens mostram início de briga que matou estudante em Taubaté

Câmera revela fechada no trânsito um minuto antes do crime; TJ decretou a prisão preventiva de bombeiro por homicídio

Novas imagens de câmeras de segurança revelaram o exato momento em que uma discussão de trânsito se iniciou na Avenida Dom Pedro I, um minuto antes do assassinato do estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, morto a tiros na Avenida do Povo, em Taubaté. O crime ocorreu por volta das 7h, quando a vítima retornava de uma prova na Universidade de Taubaté (Unitau).

O autor dos disparos, o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio qualificado e teve sua prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), devendo o mandado ser cumprido após o término da restrição eleitoral.

Imagens mostram fechada no trânsito e reação ao volante

As imagens registradas às 6h58 mostram o veículo Jeep preto do bombeiro militar reduzindo e cortando a frente do carro Prisma prata do universitário ao acessar um túnel sob a Rodovia Presidente Dutra. Após ser fechado pelo utilitário em uma pista afunilada, o estudante acionou a buzina, momento em que o bombeiro respondeu freando bruscamente o automóvel.

O registro em vídeo e o cruzamento de horários feito pelos investigadores descartaram a hipótese de perseguição prévia entre os veículos, confirmando que o desentendimento começou com a manobra no túnel. Poucos metros adiante, quando os automóveis pararam em um semáforo fechado na Avenida do Povo, a discussão evoluiu para a abordagem armada.

Inquérito de 101 páginas descarta tese de legítima defesa

O inquérito de 101 páginas elaborado pela Polícia Civil de Taubaté concluiu que não há qualquer indício de legítima defesa ou de tentativa de assalto, versões alegadas pelo investigado no início das apurações.

O relatório policial e a perícia destacaram que o bombeiro disparou pelo menos cinco vezes, atingindo a vítima com quatro tiros — dois no tórax, um no pescoço e um de raspão no braço. Nenhuma arma de fogo foi encontrada no carro do estudante de medicina.

Uma testemunha ocular em outro veículo relatou que o bombeiro desceu do carro, caminhou até o automóvel do estudante e desferiu três cotoveladas contra o vidro do motorista até quebrá-lo. Em seguida, o militar efetuou os disparos à queima-roupa.

Ferido, Bruno tentou desembarcar pelo lado do passageiro para buscar ajuda, mas caiu a cerca de 100 metros do local e não resistiu. A Polícia Civil revelou ainda que o acusado possui histórico em ao menos três brigas de trânsito anteriores com ameaças de uso de arma.

Justiça decreta prisão preventiva e aguarda prazo eleitoral

Preso em flagrante no dia do crime e inicialmente solto em audiência de custódia sob liberdade provisória, o bombeiro teve a prisão preventiva solicitada pelo Ministério Público e aceita pelo TJ-SP. A Polícia Civil indiciou o militar por homicídio qualificado por motivo fútil e por emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima.

O mandado de prisão preventiva, no entanto, só poderá ser executado a partir das 17h de segunda-feira devido à legislação eleitoral, que veda prisões de suspeitos nas 48 horas posteriores ao encerramento da votação do primeiro turno. Bruno Hashimura San Juliano morava em Jacareí com a mãe, a esposa e o filho de 2 anos, e cursava o 4º período de Medicina.

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